O que é um exame de ressonância magnética?

MRI significa imagem de ressonância magnética. É uma ferramenta de diagnóstico indolor e segura que usa ondas de rádio e campos magnéticos para produzir imagens detalhadas de estruturas e órgãos dentro do corpo. A tecnologia é diferente da tomografia computadorizada (TC) porque não usa radiação.

As imagens de ressonância magnética são produzidas quando átomos de hidrogênio dentro do corpo entram em contato com um campo magnético e ondas de rádio sintonizadas. Uma antena poderosa capta a reação dos átomos de hidrogênio e envia sinais para um computador que converte os dados em imagens de alta resolução do corpo.

Os médicos usam a ressonância magnética para visualizar diferentes anormalidades no corpo humano, como problemas na coluna, cérebro, coração e abdômen. A ressonância magnética ajuda a diagnosticar problemas com o sistema nervoso, ouvidos e olhos. Ao contrário do ultrassom, tomografia computadorizada e raios-x, a ressonância magnética fornece informações e imagens mais precisas. Leia!

História da Ressonância Magnética (MRI)

Antes do desenvolvimento da ressonância magnética, os cientistas estudavam a ressonância magnética em diferentes produtos químicos, e isso era conhecido como ressonância magnética nuclear ou RMN. Em 1945, foi descoberto que o núcleo dos átomos ressoa em um campo magnético.

Espectroscopia é o estudo das propriedades biológicas, físicas e químicas da matéria. Ele estuda a mudança química, uma variação na distribuição de elétrons entre os produtos químicos. A pesquisa mostra que a espectroscopia mais tarde se transformou em imagem de ressonância magnética.

Em 1969, o Dr. Raymond Damadian fez experimentos com células cancerosas e formulou a hipótese de que elas poderiam ser diferenciadas de células não cancerosas por meio da ressonância magnética. De acordo com o Dr. Damadian, as células cancerosas podem reter mais água, o que significa que aparecem na ressonância magnética devido ao maior número de átomos de hidrogênio.

Em 1971, Paul Lauterbur realizou um experimento semelhante para observar a diferença entre tecidos cancerosos e não cancerosos. Ele fotografou dois tubos de ensaio cheios de água com a ajuda da ressonância magnética para produzir a primeira imagem de RM. Sir Peter Mansfield estudou a anisotropia de deslocamento químico e observou que um gradiente de campo magnético ajuda a analisar a estrutura atômica dos produtos químicos.

Todos os três cientistas fizeram esforços substanciais para desenvolver técnicas para produzir tais imagens. Damadian desenvolveu um scanner humano, Lauterbur focou no método de projeção usado na reconstrução de movimento e o trabalho de Mansfield envolveu escanear peças de estrutura que se combinam para produzir a imagem. Em 1974, Mansfield produziu com sucesso a imagem de um dedo em 15-20 minutos.

Em 1977, Damadian criou o primeiro scanner corporal e o nomeou “Indomável”. As imagens produzidas pelo scanner mostraram mais detalhes do que as produzidas por CAT e raios-X. Em 1978, Damadian fundou a “FONAR”, uma empresa que desenvolveria scanners de ressonância magnética. Em 1984, o FDA aprovou o primeiro scanner de ressonância magnética para uso em hospitais e clínicas.

Como funciona a ressonância magnética?

A ressonância magnética é uma tecnologia de imagem não invasiva que produz imagens anatômicas 3D. Os profissionais de saúde costumam usar essa tecnologia para diagnósticos, detecção de doenças e monitoramento de tratamento. A ressonância magnética é uma tecnologia poderosa que detecta as mudanças no eixo de rotação dos prótons encontrados na água.

A ressonância magnética emprega um poderoso campo magnético que força os prótons no corpo a entrarem em contato com o campo. O aparelho de ressonância magnética impulsiona uma corrente de radiofrequência pelo corpo do paciente para estimular os prótons, que se coram contra a força do campo.

Os sensores da máquina detectam a energia quando o campo é desligado. Como resultado, os prótons começam a se realinhar com o campo magnético. A estrutura química das moléculas, tempo, ambiente e quantidade de energia liberada para determinar o realinhamento dos prótons com o campo magnético. Com base nas propriedades magnéticas, os médicos distinguem entre diferentes tipos de tecidos.

O procedimento envolve a colocação do corpo do paciente em um grande ímã onde ele permanece imóvel para evitar imagens borradas. O médico pode administrar um agente de contraste, como o gadolínio, ao paciente por via intravenosa antes da ressonância magnética. O objetivo é acelerar os prótons para fazê-los se realinhar com o campo magnético. Como resultado, a máquina produz uma imagem muito mais clara e brilhante.

Preparação

A realização de um teste de ressonância magnética não requer nenhuma preparação especial. O paciente deve deixar objetos que contenham metal, como joias, óculos, cintos, etc. em casa. A regra é remover todos os dispositivos eletrônicos da sala de ressonância magnética. Embora as obturações e aparelhos dentais sejam seguros, eles podem interferir em alguns exames.

O médico pode perguntar aos pais se a criança tem clipes de metal de cirurgias anteriores, pois isso pode causar problemas devido a um forte campo magnético. O paciente também pode receber sedação se tiver dificuldade em permanecer imóvel. Em tal situação, uma enfermeira supervisionará o procedimento e cuidará do paciente. O jejum pode ser necessário se o exame de ressonância magnética do paciente for agendado com sedação.

Procedimento

Alguns exames de ressonância magnética exigem que o médico dê contraste ao paciente. É usado para destacar certas áreas do corpo, como vasos sanguíneos e tecidos. Uma solução de contraste é indolor e segura, mas alguns pacientes podem apresentar reações alérgicas. O paciente precisa informar ao médico se ele ou ela teve algum problema durante um procedimento anterior de ressonância magnética.

Se o paciente precisar de contraste para o exame de ressonância magnética, o médico aplicará contraste intravenoso antes de iniciar o procedimento. Quando o exame de ressonância magnética estiver prestes a começar, o profissional de saúde ajudará o paciente a subir na mesa de exame. Em seguida, ele deslizará a mesa na área circular do scanner.

O médico ou técnico de ressonância magnética sairá da sala e começará a tirar as imagens. Novamente, o paciente deve permanecer imóvel no scanner para que a máquina possa produzir imagens precisas e de alta qualidade.

Durante o exame de ressonância magnética, o paciente ouvirá sons altos do scanner. Lembre-se de que esses sons são normais e não causam nenhum dano ao paciente. Se o paciente ficar inquieto, ele pode se comunicar com o médico por meio de um interfone.

Terminado o exame, o profissional ajudará o paciente a sair da mesa. Se o médico usou sedação, ele moverá o paciente para a área de recuperação, onde uma enfermeira monitorará os efeitos da sedação. Em seguida, a enfermeira fornece instruções de alta e informações de contato em caso de emergência para o paciente.

Tipos de exames de ressonância magnética

Os profissionais de saúde usam exames de ressonância magnética para avaliar diferentes condições de saúde, como cérebro, pescoço, medula espinhal e outros órgãos. Também pode ser usado para observar anormalidades em diferentes partes do corpo, incluindo vasos sanguíneos, articulações, coração, tórax e abdômen.

Ressonância magnética funcional

A ressonância magnética funcional é usada para detectar anormalidades no cérebro. Ele também é usado para medir a atividade cerebral, analisando as mudanças no fluxo sanguíneo para o sistema nervoso central. O conceito consiste em detectar mudanças no fluxo sanguíneo e na oxigenação, que ocorrem devido à atividade neural.

Quando seu cérebro consome mais oxigênio, ele se torna mais ativo. É por isso que há um aumento do fluxo sanguíneo para a área ativa do cérebro. Como outros procedimentos de ressonância magnética, uma ressonância magnética funcional usa um grande dispositivo que contém um poderoso ímã e ondas de rádio para exibir estruturas e órgãos do corpo. Normalmente, o procedimento leva menos de 60 minutos para produzir imagens.

Venografia por ressonância magnética

É uma técnica de imagem não invasiva usada para enfocar as veias do corpo. As veias são responsáveis por transportar o sangue de diferentes órgãos do corpo para o coração. Quando o sangue chega ao coração, ele é enviado aos pulmões para receber oxigênio. Ao mesmo tempo, ele recupera nutrientes vitais.

A venografia por ressonância magnética ou MRV avalia o fluxo de sangue e detecta anormalidades como coágulos sanguíneos. O procedimento também pode ser usado para detectar anormalidades estruturais nas veias, problemas de fluxo sanguíneo no cérebro e trombose venosa.

Da mesma forma, um profissional de saúde usa o MRV para avaliar as condições que podem causar sintomas neurológicos graves, como hidrocefalia de pressão normal, hipertensão intracraniana e outros.

Ressonância magnética cardíaca

A ressonância magnética cardiovascular usa um poderoso campo magnético para produzir imagens detalhadas do coração e áreas adjacentes. Os profissionais de saúde usam a ressonância magnética cardíaca para monitorar as condições de saúde associadas ao coração.

Ele também é usado para detectar problemas com a estrutura e anatomia do coração. Vale lembrar que o procedimento não utiliza radiação ionizante para a formação das imagens. A ressonância magnética cardíaca ajuda a produzir imagens de alta qualidade dos órgãos cardiovasculares.

Tomografias mamárias

A ressonância magnética da mama é um teste diagnóstico para monitorar a anatomia da mama e detectar tumores. O procedimento é usado para capturar diferentes imagens da mama, que são combinadas e processadas por meio de um computador para produzir imagens mais nítidas e de alta qualidade.

Embora a ressonância magnética seja mais eficaz do que o ultrassom, é um procedimento caro. Normalmente, o médico decide se deve realizar uma ressonância magnética ou ultrassom da mama, dependendo da condição e dos sintomas da paciente.

Angiografia por Ressonância Magnética

A angiografia por ressonância magnética ou MRA é um dos métodos de ressonância magnética que usa ondas de rádio e um poderoso campo magnético para produzir imagens de vasos sanguíneos. É um procedimento eficaz que pode detectar com eficácia anormalidades nas estruturas internas do corpo.

É um teste diagnóstico que não usa radiação, mas o médico pode injetar material de contraste no corpo do paciente. Na maioria das vezes, o material de contraste usado para este procedimento não causa nenhuma reação alérgica. Por outro lado, o material de contraste usado para a TC pode levar a reações alérgicas. Considere isso, podemos dizer que a ARM é mais segura do que a TC para os pacientes.

Aplicações ou usos de ressonância magnética

Os aparelhos ou scanners de ressonância magnética são mais usados para produzir imagens de tecidos moles ou partes não ósseas do corpo. A ressonância magnética é diferente da TC porque não usa raios-x ou radiação ionizante que podem danificar os tecidos moles. O uso da ressonância magnética é mais benéfico do que a tomografia em termos de imagens de alta qualidade.

Os exames de ressonância magnética são realizados para produzir imagens mais precisas de diferentes órgãos do corpo, incluindo o cérebro, medula espinhal, músculos, ligamentos, nervos, tendões, etc. Além disso, a ressonância magnética é usada para obter imagens mais claras de lesões no ombro e joelho.

A ressonância magnética é um procedimento eficaz que pode ajudar o médico a diferenciar entre a substância cinzenta e a branca no cérebro. Também é útil para diagnosticar tumores e aneurismas. A ressonância magnética não usa nenhum tipo de radiação.

A maioria dos profissionais de saúde usa essa modalidade quando requer imagens mais frequentes para diagnósticos e terapia, principalmente no cérebro. No entanto, a ressonância magnética é mais cara do que a tomografia computadorizada e os raios-x.

Como mencionado acima, a ressonância magnética funcional ou fMRI é um procedimento especial usado para observar a estrutura do cérebro. Além disso, é usado para determinar as áreas ativas do cérebro que consomem mais oxigênio.

A FMRI é um procedimento sofisticado que pode ajudar os profissionais de saúde a compreender a organização avançada do cérebro e avaliar o estado neurológico do paciente. A pesquisa mostra que a ressonância magnética é um dos procedimentos mais seguros para a produção de imagens do corpo humano.

Na maioria das vezes, o exame não causa dor e o campo magnético não causa danos aos tecidos. No entanto, os profissionais de saúde devem seguir as orientações de segurança para realizar o procedimento com precisão. Da mesma forma, um exame de ressonância magnética é adequado para pessoas de todas as idades.

Riscos associados a exames de ressonância magnética

A pesquisa mostra que as máquinas de ressonância magnética não emitem as radiações ionizantes dos raios-x. Em geral, a radiação ionizante é encontrada em tomografias e imagens de raios-x. No entanto, a ressonância magnética usa um forte campo magnético e ondas de rádio para produzir imagens de alta qualidade.

O campo magnético aplica forças poderosas em alguns tipos de objetos magnéticos, incluindo ferros e aços. A força magnética usada na ressonância magnética pode lançar uma cadeira de rodas pela sala. É por isso que os pacientes devem informar o médico sobre qualquer forma de metal ou implante em seu corpo antes de se submeter a um exame de ressonância magnética.

Implantes

Pacientes com diferentes tipos de implantes, marca-passos, cardioversor-desfibrilador, implantes cocleares, bombas de insulina e gravadores de loop devem ser submetidos a um exame de ressonância magnética. O forte campo magnético pode causar danos aos órgãos internos, principalmente em pacientes com implantes.

Barulho

Alguns pacientes que se submetem a exames de ressonância magnética requerem proteção especial para os ouvidos. Em geral, a máquina de ressonância magnética produz ruído ou sons como bipes e tinidos. Se a intensidade desses sons for superior a 120 decibéis, o paciente deve usar equipamento de proteção auricular. Lembre-se de que a alta intensidade do ruído não ocorre em todos os tipos de exames de ressonância magnética.

Estimulação nervosa

Alguns pacientes podem sentir espasmos durante o exame de ressonância magnética. É principalmente devido à mudança do campo no procedimento. Um médico ou técnico é necessário para operar a máquina com cuidado ou de acordo com as diretrizes.

Agentes de contraste

Alguns exames de ressonância magnética exigem que o médico injete agentes de contraste no corpo do paciente para obter imagens de alta qualidade. No entanto, os pacientes que sofrem de insuficiência renal e aqueles que necessitam de diálise devem informar o médico sobre sua condição.

A razão é que alguns pacientes com insuficiência renal submetidos a um exame de ressonância magnética podem desenvolver um distúrbio denominado fibrose sistêmica nefrogênica. Os pacientes que recebem agentes de gadolínio são altamente propensos a esse distúrbio.

A pesquisa mostra que os pacientes em diálise não devem receber o agente gadolínio até que se torne essencial. Além disso, o paciente deve ser submetido a diálise o mais rápido possível após o exame de ressonância magnética para remover o agente de contraste do corpo.

Gravidez

Embora haja poucas evidências sobre os efeitos do procedimento de ressonância magnética no feto, é essencial evitar exames de ressonância magnética durante a gravidez, especialmente no início da gravidez. Isso ocorre porque os órgãos do bebê são formados no primeiro trimestre e existe o risco de o agente de contraste entrar na corrente sanguínea do feto. Portanto, é uma decisão sábia evitar exames de ressonância magnética no início da gravidez.

Claustrofobia

Pessoas com sintomas de claustrofobia não devem se submeter a um exame de ressonância magnética. Na maioria das vezes, eles acham difícil ficar parados na máquina. Além disso, não é fácil para algumas pessoas permanecer muito tempo na máquina.

É por isso que os profissionais de saúde devem garantir o fornecimento de informações suficientes aos pacientes em aparelhos de ressonância magnética, sedação, anestesia e técnicas de visualização. Fornecer informações e instruções ao paciente pode ajudar psicologicamente e o paciente pode não sentir nenhum desconforto durante o procedimento.

Outras maneiras de superar os problemas são assistir a um filme ou ouvir música, cobrir os olhos ou segurar o botão de pânico. Algumas máquinas de ressonância magnética são abertas nas laterais, o que permite que o paciente se sinta confortável.

O conceito por trás da máquina de ressonância magnética aberta é ajudar o paciente a se sentir confortável e confortável durante o procedimento. Embora as máquinas de ressonância magnética abertas venham com a tecnologia mais recente, podem não produzir imagens de qualidade das estruturas internas.

Palavras Finais

A ressonância magnética ou MRI é um procedimento avançado que usa um poderoso campo magnético e ondas de rádio para examinar diferentes órgãos e estruturas dentro do corpo. Os exames de ressonância magnética são usados por profissionais de saúde para diagnosticar uma ampla gama de condições de saúde, desde ligamentos rompidos, tecidos danificados e tumores até problemas no cérebro e na medula espinhal.

É essencial saber que a ressonância magnética é um procedimento indolor e seguro para os pacientes. No entanto, alguns pacientes podem ter dificuldade em tolerar os sons altos produzidos pela máquina. Além disso, os pacientes com implantes não devem ser submetidos a um procedimento de ressonância magnética. Por último, é uma ferramenta poderosa que produz imagens de alta qualidade e precisas do que muitos outros métodos de radiologia.

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